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Entrevista com Lapaiva, autor do livro “Por Mais Um Dia”
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Entrevista com Lapaiva, autor do livro “Por Mais Um Dia”

Entrevista com Lapaiva, autor do livro “Por Mais Um Dia”

NOME: DIOGO LAPAIVA
FORMAÇÃO: GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO, PÓS-GRADUAÇÃO EM MARKETING, ESPECIALIZAÇÃO EM COMUNICAÇÃO POLÍTICA, ESPECILIZAÇÃO EM GESTÃO, ESPECIALIZAÇÃO EM DESIGN GRÁFICO (EXPERIÊNCIA DE 20 ANOS NA ÁREA)

Sou Diogo Lapaiva, jornalista, publicitário, marqueteiro, escritor e empresário. Atuo em comunicação social há 20 anos e tenho uma equipe sólida na empresa Cria Propaganda.
Tenho atuação em diversas frentes, uma delas é a política.
Como pessoa, tenho outros tantos desafios, sendo um deles superar a síndrome de Miller Fisher quase ceifou a minha vida e me tirou, além de todos os movimentos do corpo, muitas convicções e grande parte da “certeza da imortalidade” inata nos jovens (pasme, me considero jovem, mesmo aos 40).
Sou empreendedor desde criança, quando muito novo vendia balas, fazia diversas tentativas de trabalhos, logicamente, todos eles com a validade das peraltices de alguém dessa idade. Amo o trabalho, amo a família, amo pizza, amo a música, enfim, amo muitas coisas, mas para não lhe furtar o tempo com uma leitura chata e démodé, vou parar essa apresentação por aqui.

Qual o papel da publicidade em uma campanha política?
Não diria nem publicidade especificamente, hoje a comunicação exerce um papel fundamental em qualquer setor e na política não é diferente.
Vivemos num tempo de contradições, polarizações e com relativas mudanças recentes em contexto de mídias e de comportamento do consumidor. Entender todo esse contexto é essencial em qualquer realidade e numa eleição não seria diferença.
A política evidencia a importância dos profissionais por ser um trabalho técnico, com tempo e recursos limitados e que ao final tem uma métrica real (os votos) e a eleição.
Claro que não é somente responsabilidade dos profissionais da publicidade e propaganda esse resultado, porque o êxito de um projeto como esse depende de uma somatória de fatores que vão desde recursos disponíveis, coeficiente de reputação, histórico e potencial partidário e por aí vai.

1- Quais os maiores desafios na realização de um bom trabalho publicitário?
Com toda certeza o maior desafio hoje é conciliar a necessidade de produção de conteúdo a hábitos de consumo cada vez mais miscigenados e entender num tempo cada vez mais curto (por conta de mudanças de composições e decisões partidárias próximas ao pleito) o comportamento de consumo de determinados candidatos.
Isso tudo envolve vários fatores, como por exemplo histórico em vida pública, realizações e o próprio capital eleitoral construído independentemente do trabalho de comunicação.
Outro aspecto que torna, especialmente nesse pleito, o trabalho mais valoroso e complexo é a questão da pandemia, que tende, em cidades maiores, a tornar a importância da comunicação não linear (na internet) mais potencializada.

2-Como está sendo pra você fazer a campanha depois de um desafio de vida tão grande devido à recente Síndrome de Miller Fisher?
Bem, com toda certeza, afirmo que a pandemia do coronavírus desestabiliza mais do que a minha síndrome, mesmo ela tendo sido tão grave.
Com a graça de Deus a minha recuperação tem sido tão eficiente quando a minha degeneração. Eu fiquei completamente inválido em 5 dias, perdendo o funcionamento de 95% do corpo (braços, pernas, lombar, pescoço, olhos, boca, face e outros), além de muitos órgãos.
Em 9 meses eu tenho resultados que em outros pacientes com essa cruel síndrome, que afeta 1 a cada 1 milhão de habitantes, levaram cerca de 2 anos. Atribuí essa melhoria à força de vontade, foco em coisas boas, uma corrente imensa de orações e a paixão pelo trabalho.
Claro que hoje tenho limitações e restrições severas, mas tenho uma equipe fantástica! Meus colaboradores foram minhas pernas, braços e olhos em muitas ocasiões e continuam sendo.

4 – Qual é o perfil do seu cliente?
Meus clientes são pessoas com objetivo, pessoas idealistas e idôneas. Eu não trabalho em projetos nos quais não acredito; isso inclui política e outros meios em que atuo.

5- Qual o papel dos seus colaboradores da agência de publicidade Cria Propaganda?
Hoje o coletivo é tudo; não tenho nenhum funcionário, tenho parceiros, mestres e aprendizes. A vida me deu a oportunidade de ensinar muito, mas também de aprender.
Isso tudo até hoje se preserva. Aqui não temos uma relativização de potencial; todo mundo é ouvido e tem importância. Cada um, dentro da sua fase de vida, contribui e é recompensado de acordo com o seu esforço.

6- Que tipo de candidato tem mais chance de vencer, levando em consideração o seu apoio na publicidade?
(Risos) Espero que todos que eu fizer tenham êxito, mas torço para que as pessoas que tiverem mais “verdades” conectadas às suas propostas possam ser eleitas.
Eu vejo em muitos lugares que existem gestões bem-sucedidas (não citarei nomes por questão de leis eleitorais), cujo desenvolvimento não pode ser perdido.
Observo também projetos políticos, aqui e em outros lugares, que são verdadeiras tentativas de benefício pessoal, então, relativo a isso, grande parte da sociedade tem se conscientizado.
O que mais desejo é que as pessoas busquem profundidade nos discursos, busquem verdade nas pessoas e consigam enxergar coisas óbvias, como por exemplo: “Se a pessoa não é bem-sucedida na vida, como geriria melhor os recursos públicos do que os próprios? Ou ainda “Se a pessoa enriquece desproporcionalmente de forma pessoal, o que não faria com os recursos públicos?”.
Na minha opinião, independentemente de mídia, a consciência eleitoral tem que ir muito além da propaganda e dos tapinhas nas costas. Quando isso se consolidar, muitos jogos políticos infundados demonstrarão a tendência de ficarem obsoletos e isto tornará o processo eleitoral do país mais objetivo, benéfico e com resultados positivos.

BEM BRASIL
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