Hortaliças produzidas em presídios são doadas para instituições assistenciais
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Hortaliças produzidas em presídios são doadas para instituições assistenciais

Hortaliças produzidas em presídios são doadas para instituições assistenciais

Detentos do Sul de Minas, Rio Doce e Norte de Minas trabalham nas hortas e utilizam técnicas aprendidas em cursos de capacitação

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A unidade prisional de Botelhos entrega aproximadamente 100 caixas de hortaliças por semana

As hortas dos presídios de Botelhos, Coronel Fabriciano e Janaúba exemplificam uma atividade desenvolvida em dezenas de unidades prisionais, das 197 de todo o estado de Minas Gerais: o cultivo de hortaliças destinado a instituições assistenciais e famílias de baixa renda. Situados, respectivamente, nas regiões do Sul de Minas, Vale do Rio Doce e Norte de Minas, a produção das hortas destas unidades envolve ação social, ressocialização dos presos e união de esforços de pessoas e instituições em prol da sociedade.

A unidade prisional de Botelhos entrega aproximadamente 100 caixas de hortaliças por semana para hospitais, asilos, creches e Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de sete municípios situados próximos ao presídio: Botelhos, Caldas, Poços de Caldas, Monte Belo, Campestre, Divisa Nova e Santa Rita de Caldas.

“O cultivo de hortaliças e as doações aproximam a sociedade do sistema prisional. Forma-se uma corrente do bem, em benefício daqueles que mais necessitam”, destaca o diretor-adjunto do Presídio de Botelhos, Bruno Cafezeiro.

As mudas são doadas por uma empresa privada da cidade de Poços de Caldas. Em maio, o secretário de Agricultura de Campestre, Luiz Fernando Corrêa, formado em Agronomia, ensinou aos presos técnicas de utilização de palha de café para adubação da terra; para completar essa união de esforços, a palha de café é doada por fazendeiros de Botelhos, pois no município há grandes propriedades produtoras do grão, inclusive para exportação.

A produção de hortaliças é feita em um terreno de 1,5 mil metros quadrados pertencente ao presídio. O principal produto é a alface, seguido pela acelga, chicória, couve e almeirão. Os oito presos que trabalham na horta, de segunda a sábado, ainda cultivam brócolis, salsa, cebolinha, jiló e começaram a plantar mandioca.

Cerca de dez famílias de baixa renda, cadastradas pelo Serviço Social da Prefeitura de Botelhos, também são beneficiadas pelos produtos cultivados na horta do presídio.

Gratidão

Em Coronel Fabriciano, a coordenadora do Lar dos Idosos, Ana Gusmão, destaca o quanto os alimentos têm sido importantes na continuidade  do atendimento aos idosos. “Depois que o presídio passou a fazer essas doações rotineiramente, as despesas com hortifrutis diminuíram drasticamente, e os recursos até então gastos com esses alimentos estão sendo destinados a outras despesas de natureza fundamental. Sou muita grata a Deus por essa iniciativa”.

De acordo com diretor-geral do presídio, João Batista Ferreira, a produção de verduras vem aumentando a cada dia e a satisfação, tanto dos detentos quanto dos familiares e da sociedade, é evidente. “Ainda em caráter experimental, uma serralheria e uma marcenaria estão sendo ativadas dentro do presídio. Uma das primeiras ações foi a confecção de uma mesa e quatro banco feitos de palletes, que foram doados para o Lar de Idosos”, conta.

Capacitação

A mais de 900 quilômetros de Botelhos, o Presídio de Janaúba é outra unidade igualmente dedicada a ajudar entidades assistenciais. As hortaliças são destinadas ao Projeto Dom Mauro, Centro de Educação Infantil (Cemei) Helley de Abreu e ao Asilo São Vicente de Paulo.

O cultivo de hortaliças no presídio não é feito em larga escala, mesmo com as doações feitas quinzenalmente. A finalidade principal é qualificar os detentos para atividades produtivas em áreas rurais.

Exemplo recente é o curso ministrado por um técnico agrícola e um engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Foram dois dias de aulas sobre práticas agroecológicas, biofertilizantes e caldas alternativas. Para o engenheiro agrônomo Ildeu de Souza, “a experiência foi maravilhosa, pois cumprimos a missão da Emater em ensinar novas técnicas de manejo agroecológicos, além de contribuir com a ressocialização dos indivíduos privados de liberdade”.

Para o diretor-geral do Presidio de Janaúba, Geraldo Welson Silveira, o trabalho é a principal ferramenta de inserção do detento e busca ofertar qualificação profissional. “Desta forma, possibilitamos aos futuros egressos do sistema prisional encontrar um meio de prover seu sustento e o de sua família”.

Além de capacitações, o presídio tem buscado parcerias de trabalho com o setor público e privado, nas quais são ofertadas propostas de empregos aos detentos quando chegam ao regime semiaberto e obtêm autorização judicial para o trabalho externo.

“A horta é produtiva graças ao apoio dos agentes penitenciários, da Pastoral Carcerária, de empresários da região e da Prefeitura de Janaúba”, lembra Silveira.

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