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Sociedade se solidariza com Asilo Santo Antônio que aguarda solução por parte do poder público
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Sociedade se solidariza com Asilo Santo Antônio que aguarda solução por parte do poder público

Sociedade se solidariza com Asilo Santo Antônio que aguarda solução por parte do poder público

Dezenas de pessoas foram ontem no Asilo Santo Antônio para manifestar apoio à instituição, que recebeu determinação terça-feira (10) por parte do Ministério Público para retirar dez idosos, conforme o JORNAL DE UBERABA noticiou na edição de ontem. Também centenas de pessoas estão apoiando a instituição por meio das redes sociais.

A presidente do Asilo Santo Antônio, Edna Idaló, explicou que a ação do MP é contra as mais de 30 instituições asilares em Uberaba e a prefeitura, que tem de fazer uma contrapartida, “mas não faz”.

A presidente afirmou para os presentes que a última visita feita no local pela Vigilância Sanitária foi em 2017. “Ai protocolamos o projeto arquitetônico do asilo e o projeto ficou vagando pela prefeitura. Em 2019 foi instituído o Marco Regulatório e as instituições somente receberiam verba se tivessem alvará sanitário. Então procuramos a Vigilância, que veio aqui com oito pessoas e após levantamento fizeram uma notificação pedindo alterações e interditaram o asilo parcialmente. Fizemos as adequações, como pintura, colocamos placas de identificação, enfim, arrumamos tudo. Aqui é uma casa linda e limpa. Em fevereiro deste ano técnicos da Vigilância vieram aqui e não quiseram entrar, não fizeram vistorias, mas entregaram outra notificação. Só que eles não lado para a gente conversar”, afirma.

Edna Idaló afirma que o MP agora determinou que cada dormitório tem de ter no máximo quatro idosos, com banheiro. “Se for dormitório para uma pessoa deve possuir área mínima de 7,50 m2, incluindo área para guarda-roupa e pertences do idoso. Já os quartos para duas a quatro idosos devem ter área mínima de 5,50 m2 por cama. Em maio o MP autorizou a contagem quantitativa que a instituição pode abrigar. Tentamos contornar, fizemos reunião com representantes da promotoria e o prefeito participou e a situação foi protelando. Agora nesta semana deram um ultimato para retirarmos os 10 idosos. O MP pediu os relatórios dos idosos e eles mesmos fizeram levantamento e escolheram quais idosos devem sair”, explica.

Sobre o fato de a nota da prefeitura afirmar que a presidente está realizando movimento político, ela nega. “Recebemos aqui verba de todos os parlamentares e vereadores e não fazemos propaganda para ninguém.” Em relação aos medicamentos vencidos, Edna confirma, mas afirma que foram apenas quatro ou cinco e que as famílias trazem remédios para os internos e isso acaba acontecendo, mas lembra que a instituição está sempre atenta a este fato.

Também lembra que agora estão exigindo que a instituição faça aferição de pressão, temperatura e glicemia duas vezes por dia e relatem. “São 30 folhas para responder para cada idoso e não é necessário. Fazemos isso para o idoso que precisa e quando precisa. Neste caso vamos gastar cerva de três horas e meia por turno. Aqui não é hospital.”

Sobre a verba que a prefeitura afirma ter enviado para o asilo, a presidente nega também. “Atendemos 18 idosos que recebem pela vaga social. A Secretaria de Desenvolvimento Social repassou R$ 14 mil, sendo que o correto seria R$ 18 mil. Somente nos últimos dois meses depositaram R$ os R$ 18 mil e não sabemos para onde foram os outros quatro mil mensais. No ano passado a prefeitura repassou apenas de julho a dezembro.  Os R$ 85 mil da VLI é resultado de TAC feito a verba é dividida entre nove instituições e recebemos R$ 30 mil do Fundo Nacional do Idoso, que não é verba do município. Portanto, todo o repasse foi feito por outros órgãos e não pela prefeitura. Em relação ao repasse de alimentos também não é verdade que nos enviou 10 toneladas”, explica, concluindo que tem todas as comprovações que mostra a veracidade do que está afirmando e lembra que somente com funcionários o asilo investe R$ 50 mil/mês.

A direção do asilo disse que já informou as famílias desde o dia 10 e todos se recusam a retirar seus idosos e fizeram declaração de próprio punho e afirmam estar aguardando a decisão do MP. Os participantes questionaram as exigências e muitos já foram responsáveis por instituições assistenciais e afirmam que são exigidas coisas totalmente sem necessidade, como a de colocar rampa em um local de crianças, que não têm problema locomotor. Também lembraram se estão atentos ao Estatuto dos Idosos, que têm direitos. “Gastamos uma verba imensa desnecessariamente. Estou chocada com a determinação e queremos saber para onde estes idosos vão. Eles estão aqui porque não têm família ou porque a família não tem condições de ficar com eles”, diz Maria Antonieta Borges.

Fonte: Jornal de Uberaba

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